Atômica segue bem a fórmula 'John Wick' e entrega um ótimo filme de ação | Crítica
Baseado na história em quadrinhos The Coldest City, de Antony Johnston e Sam Hart, Atômica chega aos cinemas sob direção de David Leitch, que teve sua estreia como diretor quando co-dirigiu De Volta ao Jogo com Chad Stahelski em 2014. O resultado é um excelente filme de ação protagonizado por uma uma "John Wick de saias".
O filme se trata de espionagem no final da Guerra Fria, então é de se esperar reviravoltas envolvendo agentes duplos e traição. A trama conta com resoluções óbvias, porém coerentes e bem executadas e em algum momento tenta enganar o espectador, e isso se deve ao ótimo trabalho de Kurt Johnstad, famoso por seu trabalho em 300, dirigido por Zack Snyder.
A experiência de David Leitch com este gênero, tendo trabalhado com ele há duas décadas como dublê e ator, o tornou extremamente competente em entender como o gênero funciona. As cenas de ação são excepcionais e muito bem coreografadas, e é possível sentir o peso de cada soco e ponta-pé dado pela protagonista. A fotografia é excelente e captura com êxito cada momento, fazendo bons uso de iluminação e ângulos.
O trabalho sonoro também não deixa a desejar, as cenas de tiroteio são incríveis e muito se deve à edição e a mixagem de som. Tanto a composição original do filme quanto as músicas licenciadas são ótimas e se encaixam perfeitamente quando usadas. É diferente de Esquadrão Suicida ou Death Note, por exemplo, em que as músicas são apenas jogadas para fazer o filme parecer um clipe musical.
As atuações são boas, dando destaque à Lorraine (Charlize Theron) e Percival (James McAvoy), que são muito convincentes em seus papeis, e até a Delphine (Sofia Boutella) que embora não seja uma ótima atriz, se esforça em sua atuação.
Atômica é um filme feito para se tornar franquia. Com uma fórmula funcional e uma protagonista muito carismática, o filme tem tudo para ganhar várias sequências de sucesso.

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