Os Defensores | Crítica
O ano era 2013 quando a Marvel anunciou que estava preparando quatro séries e uma minissérie com alguns de seus personagem. Em 2015, a primeira delas chegou ao mundo através da Netflix: Demolidor. Nos meses seguintes, mais personagens surgiram, Jessica Jones, Luke Cage e Punho de Ferro. Todos eram vigilantes de seus bairros, protetores das ruas, agora em 2017 eles se unem para formar uma equipe e defender Nova Iorque, estes são os Defensores.
A história inicialmente segue os personagens de forma separada: Matt Murdock está ganhando a vida como um advogado independente. Jessica Jones desistiu da sua carreira de detetive. Luke está saindo da prisão e voltando para o Harlem e Danny Rand está voltando para a cidade depois de um tempo fora.
É interessante que os personagens não são unidos de maneira forçada. O roteiro foi bem trabalhado ao longo de cada série individual para que o encontro acontecesse de forma natural. Nos primeiros episódios é possível notar até uma separação de temas, que ao serem desenvolvidos demonstram que fazem parte de uma história maior.
Mistérios deixados em temporadas anteriores, como a segunda de Demolidor, são cruciais para a história e finalmente satisfazem os fãs que estavam ávidos por respostas.
Os principais personagens claramente se tratam do Demolidor e Punho de Ferro, porém isso não implica que os outros não tenham destaque. Os heróis de aluguel, Danny e Luke, tem uma divertida relação que já demonstra o inicio da grande amizade dos quadrinhos, enquanto que, Matt é como um líder não declarado para o time. Ele é o coração dos Defensores enquanto que Jessica parece até um personagem convidado. Por ser uma investigadora, a maioria das suas ações são fora do time, porém isso não quer dizer que ela não se encaixa ali. É interessante perceber como a detetive age com cada personagem através de sua personalidade difícil. Vale destacar também Stick, o treinador de Matt, aparece novamente aqui e é como um mentor do time.
As atuações já conhecidas continuam com um nível elevado e dos novatos quem mais se destaca é Sigourney Weaver, que interpreta a principal vilã da série. Uma mulher poderosa e que se impõe. Quando ela aparece em cena, o telespectador sente a presença, o impacto.
A direção da maioria dos episódios é excelente. Há um trabalho de luzes para cada personagem, o Demolidor tem ambientes vermelhos, os de Jessica são púrpuros, Luke é amarelo e Danny verde. As lutas são bem coreografadas, não ao nível da primeira temporada de Demolidor, mas é possível sentir as pancadas, os móveis quebrados e a adrenalina em cada golpe, reparando um dos piores erros apresentados em Punho de Ferro.
Em matéria de trilha sonora, a série também apresenta boas músicas originais e diversas vezes, montagens com orquestras clássicas, que casam bem as cenas.
Defensores em geral traz uma trama gostosa de assistir, com boa interações entre os personagens, que resolve mistérios e conclui uma parte da história iniciada pela Netflix lá em 2015. Esse é o fim da fase I da Marvel nas telinhas, que se encerra com uma história divertida sobre pessoas diferentes se unindo por um mesmo objetivo, assim como no cinema em 2012. Agora é esperar pra ver se o futuro da Marvel no Netflix também será brilhante assim como o dos longas metragens.
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